Moinhos do Dão - antigamente e actualmente
Antigamente
Moinhos do Dão é o nome poético de um parque de campismo escondido num vale formoso e tranquilo do rio Dão.
Durante quase dois séculos moeram-se, aqui, os cereais para as aldeias dos arredores. A água do rio Dão, conhecido sobre tudo pelo vinho do mesmo nome, tinha toda a força necessária para girar as mós.
Muitas gerações de moleiros moeram trigo e centeio neste vale abandonado, embora só o pastor e as ovelhas fossem visitantes frequentes. A vida do moleiro era solitária e também muito dura. Com o passar do tempo, a concorrência de máquinas eléctricas de moer ia-se tornar numa ameaça inevitável para o honesto trabalho manual. Foi em 1983 que a última farinha saiu das mós.
Actualmente
Mas o barulho do rio não se mudou, muito pelo contrário: o vale está como se tudo tivesse ficado no passado. Até o pastor ainda cá está.
Em 1989, dois holandeses começaram a instalar-se neste lugar idílico: um parque de campismo. Arrajaram os terraços, que estavam cobertos de vegetação, e assim surgiu espaço entre os sarmentos para umas tendas e cabanas. Na casa do moleiro foram construídas várias habitações de hóspedes e uma casa de banho com água quente.
Nos primeiros anos, lavávam-se os dentes à luz da vela. Todavia, devido à pouca electricidade que uma só mó pode fornecer (apenas para algumas lampadas exteriores e duas habitações de hóspedes) o romantismo ficou. Hoje em dia ainda se usam velas e candeeiros a gás para obter luz. Contudo, já temos telefone, com o qual os hóspedes podem manter contacto com parentes e amigos.
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